Artigo Trata-se da Arte

Artigo Trata-se de Arte2

 

VENHA CONHECER A ARTETERAPIA!!!

No REVERBERA, você pode escolher como quer fazer isso!

 Atendimentos Individuais e em Grupos

- Arteterapia com foco em Orientação Terapêutica a Adultos, Adolescentes e Crianças. 

- Orientação a Escolha Profissional ou a Mudança de Profissão 

Para adolescentes e adultos.

- Análise de Sonhos.

- Vivências com Mandalas

 ALÉM DA ARTETERAPIA:

- Reiki – técnica de imposição de mãos para re equlíbrio físico, mental e emocional (1h de Reiki equivale a 4 horas de sono!). 

Em Mogi das Cruzes e São Paulo- (11) 85732757 e 2837=7287 (deixe mensagem que retornaremos a ligação)

e.reverbera@gmail.com e skype: reverbera

A expressão artística é um caminho saudável para entrar em contato com suas emoções.

Por Maria Helena Pugliesi 

Por que será que ando tão irritado? De onde vem tamanho desânimo? Onde foram parar a paciência e a compreensão que eu tinha quando era mais jovem? Saiba que respostas para essas inquietações podem surgir durante sessões de aquarela, de cerâmica ou de marcenaria, entre outras práticas manuais. Pelo menos é o que apregoa a arteterapia, uma ciência que tem raízes nos argumentos sólidos dos mestres da psicanálise Freud e Jung, bem como de Rudolf Steiner, fundador da Antroposofia, e Von Ehrenfels, filósofo vienense precursor da psicologia da gestalt. Todos eles, já no final do século 19 e início do 20 enfatizavam a importância da expressão artística como um caminho saudável para o individuo tomar contato com suas emoções, dificuldades e limitações.

“A arteterapia trabalha e transforma nosso estado de espírito de maneira consciente e ativa. Ela possibilita também a descoberta de novas habilidades e capacidades, bem como o desenvolvimento da sensibilidade e de um pensar mais claro, de forma a poder ter uma relação harmoniosa consigo e com o mundo”, explica Dulcinéia Pimentel de Oliveira Montico, coordenadora de arteterapia antroposófica do Espaço Sofia, em São Paulo.

A escolha do material a ser trabalhado geralmente é feita pelo arteterapeuta, que, após avaliar as necessidades e queixas da pessoa, propõe exercícios e atividades especificas que possam ter uma atuação mais fecunda para as situações apresentadas. “Embora exista um consenso na resposta de vários materiais, é fundamental saber que se trata de relações particulares e únicas, onde cada um se expressará à sua maneira frente as cores, formas e texturas”, lembra a doutora em arte Tatiana Fecchio C. Gonçalves, responsável pelo Curso de Especialização em Arteterapia da Universidade São Marcos.

Hoje, muitas escolas de arte incorporaram em seu quadro de professores profissionais com formação em arteterapia, justamente para desenvolver um trabalho mais alinhado com fundamentos da psicologia ou da antroposofia. No entanto, nada impede de praticar essas técnicas em ateliês. “Tenho alunos que vêm aqui por recomendação de seu terapeuta. Modelar a argila ajuda, entre outras coisas, a lidar com a ansiedade e perdas. Afinal, aquela peça que demorou um tempão para ser feita pode não corresponder às expectativas depois de queimada”, arremata a ceramista Nil Rocha, que mantém ateliê nas cidades de Souzas e Campinas, interior de São Paulo. Outra atividade que tem chamado a atenção de quem procura desestressar é a marcenaria. “O trabalho de serrar, lixar, cavoucar a madeira ajuda a lidar com questões sociais. A marcenaria nos permite treinar capacidades anímicas, como a flexibilidade e a paciência, fundamentais no trato com as pessoas”, constata a terapeuta social antroposófica Bettina Irene Happ Dietrich. O professor e marceneiro Piero Calò, que mantém um curso livre de marcenaria na escola Cose di Legno, em São Paulo, enfatiza também o lado lúdico do oficio: “Tenho alunos que há 14 anos freqüentam minhas aulas só para espairecer. São diretores de empresa que buscam um ambiente mais informal, bem diferente do seu dia-a-dia”.

Na realidade, qualquer atividade feita com prazer gera resultados intelectuais e comportamentais positivos. “Por isso, nenhum desses cursos têm contra-indicação. No entanto, quando se trata de problemas mais sérios, em que o indivíduo tem grandes questionamentos, o trabalho deve ser necessariamente acompanhado por arteterapeuta. Não se pode esquecer que a arte é um canal aberto para as emoções e, em casos clínicos graves, lidar com essa manifestação pode agravar o quadro, em vez de melhorá-lo”, diz Maria Alice do Val Barcellos, professora de arteterapia do curso profissionalizante do Instituo Sedes Sapientiae.

 Desenho: o traço gráfico, seja feito com giz, lápis, carvão, nanquim, caneta ou grafite, impõe na superfície (papel, parede, etc…) uma linha, cria um limiar entre seus lados, enfim, trabalha com um limite. No entanto, a textura, espessura, ritmo e duração do traço dinamiza a criação. Prática interessante para quem sente dificuldade em impor limites para si e para com os outros.

Pintura: a técnica apresenta desafios, como o preparo das tintas e seu manuseio com os pincéis, a ocupação dos planos a serem preenchidos, bem como as passagens de cores e contrastes. Para obter resultado, mente e corpo devem necessariamente trabalhar juntos. Exercício valoroso para aqueles que precisam lidar no dia-a-dia com decisões rápidas.

Cerâmica: a lida com argila e outras massas de modelar oferece um universo rico em simbologia. A maleabilidade do material remete a importância da flexibilidade na vida. Há ainda a questão da temperatura da massa: sempre fria a princípio, mas que se aquece com o calor das mãos. A queima das peças também ensina a conviver com a expectativa do desconhecido e a aceitar fatos que independem de nossa vontade.

Colagem: a atividade é considerada pelos arteterapeutas como uma importante possibilidade mobilizadora de conteúdos internos. Agregar partes separadas, reorganizar pedaços desconexos, rearranjar os fragmentos (recortes de papel, sementes, cacos de vidro, etc…) estimula a criatividade e alerta para novas possibilidades.

Marionete e fantoche: a construção de personagens é uma ferramenta importante para o autoconhecimento. Trejeitos, posturas e outras características do boneco idealizado pode ajudar seu criador a entrar em contato com aspectos muitas vezes pouco conhecidos de sua personalidade. A atividade feita em grupo propicia horas divertidas e reveladoras.

Marcenaria: cada um dos passos deste artesanato está imbuído de aspectos importantes para nosso comportamento. Ao serrar, por exemplo, lidamos com a retidão; já ao limar, aguçamos nossa fluidez, uma vez que é preciso trabalhar com as duas mãos ao mesmo tempo. Tudo isso requer paciência e respeito às etapas do trabalho.

 

Fonte: http://bonsfluidos.abril.uol.com.br/livre/edicoes/0118/14/01.shtml

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

Ateliê de Criatividade - Terra

 

“CURA É UM ESTADO CONSTANTE DE CUIDADO!”
  
 
 
DIA 26/09/2009

ATELIÊ DE CRIATIVIDADE

ELEMENTO FOGO

O objetivo do ateliê não é o ensino de técnicas artísticas e sim a produção espontânea e curativa da arte. É criar algo com o coração e as mãos.

No ateliê serão trabalhados diferentes temas e diferentes técnicas artísticas com desenho, pintura, escultura, colagem com tecido e papel, sucata, etc. 

Trabalhar com o elemento Fogo desenvolve foco, concentração, planejamento. Além disso, ajuda na tomada de iniciativa e fortalecimento da auto confiança. Ilumina o que é  mais precioso dentro de nós, ajuda no reconhecimento de nossas potencialidades!
 
Nesse ateliê será trabalhado além do fogo, as MANDALAS, que também favorecem o foco e a organizaçao interna!
 
Entre em contato com antecedência pois as vagasa são limitadas!
 

 

 Atendimentos Individuais 

- Reiki – técnica de imposição de mãos para re equlíbrio físico, mental e emocional (1h de Reiki equivale a 4 horas de sono!). 

- Arteterapia com foco em Orientação Terapêutica a Adultos, Adolescentes e Crianças. 

- Orientação a Escolha Profissional ou a Mudança de Profissão 

Para adolescentes e adultos.

- Análise de Sonhos.

 

   “O que a Natureza deixa Imperfeito, é Aperfeiçoado pela Arte.”
(dictum alquímico) 

 

 

Atendimento em Grupos:

 

Arte, Histórias e Brincadeiras Ateliê!!

Sábados das 10h às 12h15min (dia  22/08) 

Para Crianças – Espaço de contação de histórias, desenvolvimento da imaginação através das artes plásticas e brincadeiras! O uso de mateirias mais próximos do natural (argila, sementes, etc.) é priorizado. Além do uso de sucata, estimulando a reciclagem!

Desenvolvimento de Atenção e Cuidados com as Emoções.

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João e o Pé de Feijão

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João e o Pé de Feijão

João e o Pé de Feijão

João e o Pé de Feijão

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O Amigo Orgulhoso

 

 

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O Amigo Orgulhoso

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O Amigo Orgulhoso

  
Joao e Maria

Joao e Maria

 
João e Maria

João e Maria

 

 

 

Vienciando e Expressando Mandalas

 

MANDALA é uma palavra em sânscrito que significa CÍRCULO. 

Circular é a mesma forma da VIDA que cresce a partir de um ponto central de nutrição que oferece ENERGIA para o TODO. 

Uma Mandala é  a representação do constante ir e vir entre interior e exterior, a expansão e o recolhimento.

É o movimento que fazemos para viver.

A partir do centro de uma Mandala,  os outros elementos se organizam.

Vivenciar Mandalas significa buscar seu centro, partindo de sua própria experiência.

É um trabalho sutil de auto conhecimento, para a essência do ser.

Muito relaxante e que vai ao encontro do prazer em meditar e criar livremente!

Venha compartilhar de momentos de criação e expressão dos sentidos no processo criativo de

construção de Mandalas.

 

 

 

Vivência com Mandalas no Sábado, dia 22/08, das 16h às 18:30h:

Mandalas feitas a partir de tecidos, contas, miçangas… 

Mandala com Tecido

 

Abaixo algumas fotos de Vivências com Mandalas no ano passado, mais fotos em:

 

http://espacoreverbera.wordpress.com/algumas-realizacoes-em-mogi-das-cruzes-e-sao-paulo/

http://http://espacoreverbera.wordpress.com/algumas-realizacoes-em-mogi-das-cruzes-e-sao-paulo/algumas-realizacoes/

 

 

 Vivência com Desenhos utilizando  Giz Pastel 

Reverbera São Paulo 2008

 

 

Reverbera São Paulo 2008

Reverbera São Paulo 2008

 

 

 

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 Vivência com  Colagem

Reverbera São Paulo – Agosto de 2008

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 Vivência com  Desenho utilizando  Giz Pastel

Simpósio Corpo e Artes Rio de Janeiro - Setembro de 2008

  
 
 

Vista da Sala de Trabalho

Vista da Sala de Trabalho

 

 

 

Ivaldo, Sylvia, Simposio 316

Ivaldo, Sylvia, Simposio 317 

Ivaldo, Sylvia, Simposio 319 

 

 

  

Os grupos são de até 6 pessoas. Todas as vivências em grupo são R$ 26,00.

 

 

 Atendimentos Individuais 

- Reiki – técnica de imposição de mãos para re equlíbrio físico, mental e emocional (1h de Reiki equivale a 4 horas de sono!). 

- Arteterapia com foco em Orientação Terapêutica a Adultos, Adolescentes e Crianças. 

- Orientação a Escolha Profissional ou a Mudança de Profissão 

Para adolescentes e adultos.

- Análise de Sonhos.

 

                               

Visite:

 

http://www.willyvirtual.com.br/jornal.php – pag.8

 

http://www.willyvirtual.com.br/jornal/jornal.php?ed=102&ref= – pag.17

 

 

 

 

 

 

 

“Se você não aspirar a ser mais do que é, jamais ousará ser tudo o que você é!”
(Eva Pierrakos)

 

 

 

Atendimentos Individuais 

- Reiki – técnica de imposição de mãos para re equlíbrio físico, mental e emocional (1h de Reiki equivale a 4 horas de sono!). 

- Arteterapia com foco em Orientação Terapêutica a Adultos, Adolescentes e Crianças. 

- Orientação a Escolha Profissional ou a Mudança de Profissão 

Para adolescentes e adultos.

- Análise de Sonhos.

 

 

 

Atendimentos em Grupos  

Arte, Histórias e Brincadeiras Ateliê!!

Sábados das 10h às 12h15min (dias 15 e 22/08) 

Para Crianças – Espaço de contação de histórias, desenvolvimento da imaginação através das artes plásticas e brincadeiras!

Desenvolvimento de Atenção e Cuidados com as Emoções.

 

 

Deusas e Deuses Gregos

Sábado, dia 15/08, das 16h às 19h

  

Todos têm dentro de si um pouco de cada um dos Deuses do Olímpio. Somos amantes, mães, pais, filhas, filhos, guerreiras, guerreiros, seres espirituais, artistas, etc…

Cada Deusa e Deus Grego representam uma dessas nossas facetas, conhecê-las e vivenciá-las nos ajuda a viver cada um desses papéis nos momentos certos, permitindo que nossas Deusas e Deuses internos nos ajudem a viver mais inteiros e tranquilos.

A cada encontro uma Deusa ou Deus é focalizado e um objeto de poder confeccionado para simbolizar a força deles em nossas vidas.

 

Deméter – Deusa da Fertilidade, Nutridora, Cuidadora, Mãe!

Trabalharemos com a Terra!

 

No sentido interior, a imagem de Deméter, a Imperatriz, reflete a experiência da maternidade. Isso não significa somente o processo físico de gestação, nascimento e alimentação da jovem e indefesa criatura.

Também é a experiência interior da Grande Mãe: a descoberta do corpo como algo valioso e precioso que merece cuidado; a experiência de ser parte da natureza e estar enraizado na vida natural; apreciação dos sentidos e os simples prazeres da existência cotidiana. Sem a Grande Mãe dentro de nós, nada podemos levar a frutificação, pois esse é o nosso lado que possui a paciência e a delicadeza de esperar até o momento de estar maduro para a ação.

Sem ela, não podemos apreciar o nosso ser físico e vivemos desligados em um mundo puramente intelectual, sem qualquer base ou respeito pela realidade. A experiência da mãe de uma criança está ligada ao sentimento de segurança e de confiança na vida e, da mesma forma, a imagem da Deméter, a Imperatriz, está ligada ao sentimento interno de segurança e confiança no presente.

Ela é sabia, mas não de maneira racional. A sua é a sabedoria da natureza, que sabe e entende que todas as coisas se movem em ciclos e amadurecem no tempo apropriado.

(Tarô  Mitológico)

 

 

Vivência com Mandalas Terapêuticas

Sábado, dia 22/08, das 16h às 19h

 

Mandalas feitas a partir de tecidos, contas, miçangas… 

Vienciando e Expressando Mandalas

Mandala é uma forma que insinue um centro, a partir do qual os outros elementos se organizem. Vivenciar mandalas significa buscar seu centro, partindo de sua própria experiência. É um trabalho sutil de auto-conhecimento, para a essência do ser.

Venha compartilhar de uma tarde de criação e expressão dos sentidos no processo criativo de construção de Mandalas.

 

 

Ateliê de Criatividade

Segunda-feira, dia 24/08, das 19h às 21h.

O objetivo do ateliê não é o ensino de técnicas artísticas e sim a produção espontânea e curativa da arte. É criar algo com o coração e as mãos.

No ateliê serão trabalhados diferentes temas e diferentes técnicas artísticas com desenho, pintura, escultura, colagem com tecido e papel, sucata, etc.

 

Trabalhar com o elemento Fogo desenvolve foco, concentração, planejamento. Além disso, ajuda na tomada de iniciativa e fortalecimento da auto confiança. Ilumina o que é  mais precioso dentro de nós, ajuda no reconhecimento de nossas potencialidades!

 

 

Os grupos são de até 6 pessoas. Todas as vivências em grupo são R$ 26,00.

                                                        

 

Visite:

 

http://www.willyvirtual.com.br/jornal.php – pag.8

 

http://www.willyvirtual.com.br/jornal/jornal.php?ed=102&ref= – pag.17

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com uma vivência muito especial, foram abertas as portas do Reverbera Mogi ontem dia 04/07/2009!

A Deusa do Amor e da Beleza, Afrodite,  foi a inspiração para esse primeiro trabalho.

Anteriormente pensado como um trabalho para atingir apenas o público feminino, teve que ser repensado…e assim foi!

TODOS, homens e mulheres, têm os arquétipos das Deusas e Deuses dentro de si e por isso dar atenção igual a todos eles e consequentemente favorecer as nossas energias Yin e Yang  é parte da receita para uma vida mais  equilibrada, saudável, feliz!

YINYANG

Abaixo algumas imagens do trabalho de ontem, que teve a participação de pessoas muito especiais em minha vida! Desde amizades de infância, final de adolescência e até as que foram feitas ontem!!

MUITO  grata a Mi, Paul, Guto, Célia e Goreti!! Espero que tenham gostado e que as reflexões feitas ontem REVERBEREM em suas vidas em forma de AMOR, SAÚDE e PAZ!!!

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Dos dias 07 a 30 de JULHO

(oficinas independentes, podendo participar em quantas quiser):

Terças e Quintas das 14h às 16h30min:

Ateliê para Crianças – Contação de Histórias, Brincadeiras  e Atividades com Artes Plásticas. Grupos de até 6 crianças. (preço especial para as férias 26,00. Familiares têm desconto).

Quintas das 10h às 12h:

- Oficina para adolescentes (12 a 14 anos) – Reflexões sobre o que fazer agora? Como é isso de deixar de ser criança? Através da confecção de Mandalas e de Jogos pode-se chegar a algumas respostas. Grupos de até 6 pessoas. (preço especial para as férias 26,00. Familiares têm desconto).

Quintas das 19h30min às 22h:

- Ateliê de Criatividade para Adultos -  Prevenir doenças e viver melhor, o que mais desejamos! Venha desenvolver  a criatividade, liberar o stress e ativar  a força dos quatro elementos (terra, fogo,água e ar) na vida diária. Cada elemento ajuda a desenvolver um aspecto da vida. Dia 09/07 trabalharemos as Terra! A força de Terra nos traz para o presente, para o aqui e agora! Nos ajuda na organização do momento! Grupos de até 6 pessoas. (preço especial para as férias 26,00. Familiares têm desconto)

Terças e Quintas das 17h às 18h30min

- Orientação à  Escolha Profissional – Única oficina que é um pacote, para participar é preciso vir a todos os encontros. Ou então,  fazer um trabalho individual de acordo com sua disponibilidade. Para adolescentes e adultos. Grupos de até 6pessoas. Preço diferenciado por ser pacote, entre em contato para mais informações.

Sábado dia 18/07 das 16h às 19h

Vivência das Deusas e Deuses Gregos

 

Todas as Vivências já têm o valor do Material Incluído!

folheto amarelo JUL 

Arte, Histórias e Brincadeiras Ateliê!!

Para Crianças – Espaço de contação de histórias, desenvolvimento das artes plásticas e brincadeira!

 Terças e quintas das 14h às 16h.

(dias 7, 9, 14, 16, 21, 23, 28, 30)

 

Oficina: E agora? Quem é esse que surge? O que quero? Como manter minhas idéias e me relacionar sem me perder?

 Oficina para adolescentes que facilita o entendimento das questões que aparecem nesse momento de tantas mudanças não só hormonais como emocionais através de atividades expressivas propostas (artes plásticas, jogos, dramatizações, etc).

Venha começar a pensar nisso!

Quintas-feiras das 10h às 12h. (dias 9,16,23, e 30)

 

 Oficina Vivencial de Orientação à Escolha Profissional.

 Qual será a sua realização profissional? Já pensou nisso? Muito? Não conseguiu chegar a nenhuma conclusão? Como Separar, Escolher, Resolver? Não deixe pra última hora, venha refletir, através de técnicas artísticas e com muita calma sobre seu caminho profissional!

8 encontros – terças e quintas das 17h às 18:30h (dias 07, 09, 14, 16, 21, 23, 28, 30)

 

Ateliê de Criatividade

Para Adultos – O objetivo do ateliê não é o ensino de técnicas artísticas e sim a produção espontânea e curativa da arte. Nos ateliês serão trabalhados diferentes temas e diferentes técnicas artísticas, como desenho, pintura, escultura, colagem com tecido e papel, sucata, etc.

Quintas-feiras das 19:30h às 21:30h (em julho dias 9,16, 23, 30)

 

Deusas Gregas

Para Mulheres – Re-Conhecimento e Desenvolvimento e Estudo das Deusas da Mitologia Grega.

Todas nós temos um pouco de cada uma das Deusas da Mitologia. Somos amantes, mães, filhas, seres espirituais, artistas, etc… Cada Deusa representa uma dessas nossas facetas. Conhecê-las e vivenciá-las nos ajuda a viver cada um desse papeis nos momentos certos, permitindo que nossas Deusas internas nos ajudem a viver mais integradas e tranqüilas.

A cada encontro uma Deusa é focalizada e um objeto de poder confeccionado pra simbolizar a força dela em nossas vidas.

8 encontros aos sábados das 16h as 18h. Julho a Outubro.

(julho dias 4, 18 e 25; agosto dia 15;  setembro dias 12, 19 e 26; outubro dia 17)

 

As oficinas são independentes, a participação em todos os encontros é opcional.

Entre em Contato :  2837-7287   e   8573-2757

Mande um email e.reverbera@gmail.com ou deixe recado aqui no blog

O que é a Arteterapia? 

De Acordo com o texto recentemente atualizado da American Association of Art Therapy (Associação Americana de Arteterapia):

A arteterapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na atividade artística e terapêutica é enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Arteterapia é o uso terapêutico da atividade artística no contexto de uma relação profissional por pessoas que experienciam doenças, traumas ou dificuldades na vida, assim como por pessoas que buscam desenvolvimento pessoal. Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar sua auto estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer revitalizador do fazer artístico.

Quem são os Arteterapeutas?

Arteterapeutas são profissionais com treinamento tanto em arte como em terapia. Têm conhecimento sobre desenvolvimento humano, teorias psicológicas, práticas clínicas, tradições espirituais, multiculturais e artísticas e sobre o potencial curativo da arte. Utilizam a arte em tratamentos, avaliações e pesquisas, oferecendo consultoria a profissionais de áreas afins. Arteterapeutas trabalham com pessoas de todas as idades, indivíduos, casais, famílias, grupos e comunidades. Oferecem seus serviços individualmente e como parte de equipe de profissionais em contexto que incluem saúde mental, reabilitação, instituições médicas, legais, centro de recuperação, programas comunitários, escolas, instituições sociais, empresas, ateliês e prática privada. (AATA, 2003).

A abordagem terapêutica do Espaço Reverbera, representado pela arteterapeuta Fábia Lombardi Martins de Souza, é de base Junguiana e da Análise Psico-Orgânica de Paul Boyesen.

 

folha 16-4-09

São Paulo, quinta-feira, 16 de abril de 2009

 

SAÚDE

Trabalho manualArteterapia

IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para a microempresária Maria do Rosário Sampaio, 50, “mexer com papel é uma alegria”. “Você descobre que pode fazer um monte de coisas”, diz. Algumas delas, como sentir os pesos dos diferentes papéis com as mãos, podem ser naturais para a maioria das pessoas.
Mas Maria do Rosário perdeu a sensibilidade nas pontas dos dedos, um dos efeitos da quimioterapia à qual se submete, ininterruptamente, desde janeiro de 2006, após o diagnóstico de um câncer no intestino seguido por metástases nos ovários e nos pulmões.
Maria do Rosário considera parte importante de seu tratamento as horas que dedica ao recorte e à colagem com papel. “A arte me ajuda muito a enfrentar a doença. É óbvio que os remédios também ajudam, mas [trabalhar com] o papel me tira do fundo do poço, melhora minha qualidade de vida. Minha médica diz que melhora até meu sistema imunológico.”
O que Maria do Rosário descobriu por conta própria começa a ser comprovado por pesquisas realizadas de acordo com os critérios necessários para a prática da chamada medicina baseada em evidências.
Uma dessas pesquisas, publicada no “European Journal of Cancer Care”, foi feita na Universidade de Umea, na Suécia, com 41 pacientes de câncer de mama em tratamento radioterápico. Apesar de o número de participantes não ser grande, características do estudo, como ter um grupo controle, escolha aleatória de pacientes para a arte-terapia e o fato de as entrevistas sobre os resultados terem sido feitas sem que os profissionais soubessem a qual grupo pertencia cada pessoa, permitem conclusões mais objetivas sobre os efeitos benéficos da técnica especificamente em pacientes com câncer.
“Há várias publicações sobre arte-terapia, mas não havia um estudo controlado e randomizado [de escolha aleatória]. Para saber se a técnica traz de fato efeitos positivos, precisamos de um grupo controle, composto por pacientes com os mesmos tipos de diagnóstico e tratamento, para fazer a comparação”, disse por e-mail à Folha o oncologista Jack Lindh, responsável pelo estudo.
As pacientes da pesquisa responderam a questionários sobre qualidade de vida em três momentos: antes do começo da radioterapia, dois meses após iniciado o tratamento e seis meses depois. Metade do grupo participou de cinco sessões semanais de arteterapia com duração de 60 minutos cada uma.
As mulheres desse grupo tiveram uma melhora significativa da qualidade de vida e da saúde física e psicológica e sentiram menos efeitos colaterais da radioterapia. “Essas conclusões mostram que a arte-terapia é uma ferramenta poderosa na reabilitação de pacientes com câncer de mama e, possivelmente, com outros tipos de câncer”, afirma Lindh.
Ele acrescenta que o estudo comprova a eficácia da técnica, mas não é conclusivo sobre os mecanismos que levam aos resultados positivos, embora acredite que estejam relacionados à construção de uma autoimagem positiva, à possibilidade de expressar sentimentos, ao maior controle sobre a vida pessoal e à redução do estresse.
Para Auro del Giglio, professor de oncologia e hematologia da Faculdade de Medicina do ABC, “tudo o que pode ser feito para melhorar a vida do paciente é muito bom”. “Funciona? Então não precisamos descobrir exatamente por que, isso pode vir depois.”
Os novos estudos que surgem em publicações médicas podem ajudar a trazer essas técnicas à tona. “Imagino que a maioria dos trabalhos sobre arteterapia sejam lidos por arte-terapeutas, e não por médicos, o que faz com que tenham menor impacto na prática clínica. Por isso, é importante mostrar aos médicos que novas estratégias são eficazes”, diz Lindh.
A tarefa não é fácil, porque a área envolve muitos aspectos subjetivos difíceis de serem quantificados, como a noção de bem-estar. Sérgio Simon, professor de oncologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretor do Centro Paulista de Oncologia, acredita que as terapias complementares melhorem de fato a qualidade de vida, mas diz que o estudo sueco é muito pequeno para ter força de evidência.
“As técnicas são aconselháveis desde que feitas por profissionais qualificados e que tenham uma boa base de conhecimentos”, diz.
Paulo de Tarso Lima, responsável pelo grupo de medicina integrativa e complementar do hospital Albert Einstein, em São Paulo, acredita que a tendência é incorporar cada vez mais essas práticas.
“Hoje já falamos em medicina integrativa, que é um termo mais amplo do que complementar. Uma vez comprovada a eficácia dessas técnicas chamadas alternativas, elas deixam de ser “paralelas” e entram no arsenal de tratamentos.”

Crianças com câncer
Quando os pacientes são crianças, a técnica pode alcançar resultados nem sempre obtidos com a psicoterapia verbal. “Muitas crianças dizem que não gostam do psicólogo porque ele só fica perguntando e elas não sabem dizer o que sentem”, conta Luciana Cassino, do projeto Cores da Vida, que leva oficinas de arte para casas de apoio a crianças com câncer.
“No trabalho de arte, os sentimentos internos da criança são projetados em um suporte externo”, diz a arteterapeuta Cínthia Ghazarian Barana, que orienta as oficinas para crianças do Cores da Vida no Cajec (Casa José Eduardo Cavichio de Apoio à Criança com Câncer), em Taboão da Serra (SP).
Barana, que realiza um trabalho com mosaico, diz que, além de conseguirem um meio de expressão, os participantes se sentem produtivos. “Por isso, aumentam sua autoestima.”

Recursos próprios
Para adultos, a arteterapia também melhora a comunicação entre o terapeuta e o paciente, acredita a psico-oncologista Luciana Holtz, presidente do portal Oncoguia e representante no Brasil da Susan G. Komen for the Cure, ONG de sobreviventes do câncer de mama. “Para quem já está fragilizado, é uma forma mais leve de abordar os medos e procurar recursos para superá-los.”
Outro aspecto importante da prática é permitir ao paciente que tenha mais controle do tratamento. “Na quimioterapia ou na radioterapia, o paciente não pode interferir em quase nada. A finalização de um trabalho artístico promove um resgate de sua autonomia”, afirma o oncologista Auro del Giglio.
Segundo a arteterapeuta Regina Chiesa, que coordena oficinas no Cora (Centro Oncológico de Recuperação e Apoio), em São Paulo, a técnica permite ao paciente que encontre recursos próprios para lidar com a doença. A sessão de arte, que pode ser em grupo ou individual, começa com a sensibilização do participante por meio de exercícios corporais ou de respiração, música, leitura de textos ou visualização. Daí são realizados os trabalhos plásticos, com materiais como argila, tintas, papéis, cola e tesoura. O participante, então, transpõe para a linguagem escrita o que percebeu no seu trabalho e verbaliza a experiência com a ajuda do terapeuta.
No ateliê do Cora, de seis a sete participantes desenvolvem trabalhos como a escultura abstrata com pequenos buracos modelada em argila pela pedagoga aposentada Elisabeth Trezza, 70, que teve câncer de mama. “Esses ocos na forma são como os ocos que sinto no estômago. Eu estava muito angustiada nessa última semana”, expressa.
Para Maria de Lourdes Furtado, 59, que tem câncer de laringe, seu prato estilizado representa a sua vontade de abocanhar a vida. “Quando se entra em contato com o câncer, a morte se torna real. A busca da cura não é só do corpo físico, mas da mente, da alma.”

 

Cuidador também é beneficiado

Acompanhar pacientes com câncer ao hospital afeta a qualidade de vida e, em alguns casos, a própria saúde dos cuidadores. Para eles, a realização de trabalhos artísticos também é uma forma eficaz e relativamente simples de manter o equilíbrio e preservar a saúde.
No caso do cuidador, a prática pode não ter um cunho terapêutico como em sessões de arte-terapia para o paciente, em que a produção artística é feita segundo processos específicos e acompanhada por orientação psicoterapêutica. Mas o trabalho manual é uma boa estratégia para diminuir o estresse, a ansiedade e as angústias que afetam quem cuida do doente.
Participando pela segunda vez da oficina de artesanato oferecida pelas voluntárias do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, enquanto a mãe faz quimioterapia, a estudante de pedagogia Maria Helena de Oliveira, 34, diz que a atividade “ajuda a cuidar [do doente] com mais tranquilidade, menos estresse e alivia a dor”. “Quem acompanha também sofre.”
A voluntária Oli Minutti não duvida dos benefícios. “Quem acompanha [o paciente] precisa estar bem para ajudar. E não é fácil: muitos deixam a casa, os filhos e o trabalho para fazer o acompanhamento no hospital. Esperar sem fazer nada pode ser pior”, diz.
A assistente de serviços administrativos Luzia Aparecida Sassaki, 51, que acompanha o filho em ciclos semanais de quimioterapia, conta que, na primeira vez em que tentou participar da oficina, não conseguiu fazer nada. “Na segunda vez, consegui terminar o que não tinha feito na primeira e achei que ficou bem bonitinho. Ter conseguido terminar um trabalho fez toda a diferença.” (IB)

Do Mundo Virtual ao Espiritual

- Frei Betto – 06-Jun-2008

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da
Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos,
recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala
de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados,
ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já
haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea
oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez
refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:
‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘

Não, tenho aula à tarde’.

Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde ‘

. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’ ‘

Que tanta coisa?’, perguntei.

‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar
seu programa de garota robotizada..

Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse ‘tenho aula de meditação’!

Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente
equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso, as empresas
consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência
Emocional .

Não adianta ser um super-executivo se não consegue se relacionar com
as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares
incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis
livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de
ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas
me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho
ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto’? ‘Olha,
uma maravilha, não tinha uma celulite’!

Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da
ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na
realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo
é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids,
não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu
quarto em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem
nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!

Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há
compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da
linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos
virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro
lado, pois somos também eticamente virtuais.
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do
espírito. Televisão, no Brasil  com raras e honrosas exceções , é um
problema: a cada semana que passa temos a sensação de que ficamos um
pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’ ; domingo, então
, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador,
imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a
tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de
que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este
refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,
você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega!  Quem cede,
desenvolve de tal maneira o desejo que acaba precisando de um
analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus
pacientes. Colocá-los aonde? Eu, que não sou da área, posso me dar  o
direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o
desejo para dentro. Porque para fora ele não tem aonde ir! O grande
desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a
ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento
globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.
Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis:
amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à
Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar
saber a história daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem
história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma
catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center.

É curioso:   a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas
de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é
preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma
sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas
calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela
musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas
aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por
belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos
céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no
cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode  comprar,
certamente vai se sentir no inferno…. Felizmente, terminam todos na
eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o
mesmo hambúrguer do McDonald’s.

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:
‘Estou apenas fazendo um passeio socrático.’ Diante de seus olhares
espantados explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de
descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando
vendedores como vocês  o assediavam, ele respondia: ‘Estou apenas
observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz’.

As mulheres que fazem tratamento com radioterapia para o câncer de mama podem ter uma significativa melhora na saúde física e mental e na qualidade de vida utilizando a arteterapia, segundo estudo da Universidade de Umea, na Suécia. De acordo com os autores, a intervenção envolve diversos materiais e expressões artísticas do paciente, com o objetivo de oferecer tempo e espaço para expressão e reflexão para a redução do estresse.

 “As descobertas apóiam fortemente a arteterapia como um poderoso instrumento na reabilitação de pacientes com câncer de mama e, presumidamente, também nos cuidados de pacientes com outros tipos de câncer”, explicaram os autores no European Journal of Cancer Care.

Lidar com o estresse é um dos maiores desafios dessas mulheres após o diagnóstico de câncer de mama. E o estudo sugere que a terapia com arte poderia oferecer uma forma de essas mulheres expressarem e “processarem” suas emoções, trazendo benefícios para sua qualidade de vida.

Estudos
Para investigar o papel da terapia em pacientes com a doença, os pesquisadores avaliaram 41 mulheres que passavam pela radioterapia para o tratamento do câncer de mama. Algumas dessas voluntárias foram submetidas a cinco sessões de uma hora, uma vez por semana, de arteterapia, e completaram questionários sobre qualidade de vida e autoimagem antes de começar a radioterapia, e após dois e seis meses do início do tratamento.

Após seis meses, os especialistas notaram que aquelas que participaram da terapia apresentavam melhora na qualidade de vida, na saúde geral, saúde física e psicológica, além de melhoras específicas na imagem corporal, nas perspectivas para o futuro e uma redução nos efeitos adversos da radioterapia. Por outro lado, o grupo controle teve benefícios apenas na saúde psicológica.

Em estudos anteriores, a equipe já havia demonstrado que a arteterapia está associada à melhora na capacidade de lidar com a doença e na habilidade de lidar com outros problemas.

Segundo os autores, a razão disso é que a intervenção ajuda as mulheres a manter uma identidade positiva, a lidar com a dor e a sentir mais controle sobre sua vida.

Fonte: European Journal of Cancer Care. Janeiro de 2009.

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